Eu andei caçando algo do tipo nesses meses. E tem muito a ver com a minha obsessão crescente na origem das coisas; muito sobre o que li em Jung, da questão de um inconsciente coletivo, como se pertencêssemos todos, sem exceção; sobre meu ligamento com as palavras, diria até maior do que me mantém preso aos números. Se você esmiuçar os olhos pela faculdade, vai me encontrar ali, escondidinho, não fazendo contas, mas tentando a todo custo traduzir tudo que sei em números para as palavras cotidianas. Sinto-me por vez, atormentado; são como as diversas forças naturais que interagem entre si, mas são independentes, imiscíveis como água e óleo. Portanto, embora eu saiba interpretar divisões, teoremas e multiplicações, parece que falta algo que não consigo concatenar. Essa essência das coisas é que me faz pensar que no fundo não sei nada, apenas decoro milhares de leis e a isso chamo de conhecimento, o que me transforma n'algum tipo de analfabeto funcional, capaz de compreender como, mas não por quê. Como percebo, cada vez que mais estudo, que tudo se interliga, as idéias são plenas permutações e mudanças de linguagem de uma mesma essência comecei a investigar a origem das manifestações humanas pra ver de onde brotaram os comportamentos. Obviamente que me veio parar a questão do nome. Qualquer um que já estudou alguma língua declinável (latim, russo, alemão...) sabe que o nominativo é o primeiro a se estudar, não por razões estúpidas, como já até mesmo dizia a bíblia: o nome, depois o verbo! Por estas razões comecei a me entreter procurando comprar um dicionário da origem das palavras, o famoso etimológico. Achei Mattoso Câmara que, pro meu desgosto, não se deve mais publicar. E o Houaiss foi a grande resposta pros meus momentos de tristeza...é, nisso de se atormentar quase não sobra tempo na vida cotidiana. E cá estou eu, procurando saber o que todo mundo me questionaria pra quê...